quinta-feira, 31 de março de 2016

Bilinguismo Infantil


Quem já ouviu a frase que diz que o cérebro da criança é como uma esponja? Será mesmo que absorve tudo?  Deixa eu te contar uma coisa. Apesar de essa afirmação ter um sentido quase literal, ela é também uma meia verdade. Vou te explicar porque.
Literal porque, no início da vida, nosso cérebro contém uma plasticidade maior. Isso nos diz que na primeira infância, o ser humano está mais aberto a captar inúmeras novas informações, e a ser influenciado por interações e ambientes. Com o passar dos anos, o ser humano se especializa em funções mais complexas, tendo seu maior sucesso em áreas específicas. Então, a história do cérebro ser uma esponjinha não caracteriza que temos super-criaturinhas nos braços, que podem entender o segredo do universo antes da gente. É o simples fato de que as atividades que devem ser aprendidas naturalmente, como a linguagem, têm uma chance muito maior de retorno, do que aquelas que precisamos usar nossa intelectualidade para entender (Uffa).
Então vamulá pro blablablá científico.
Você sabia que no primeiro ano de vida, o bebê reconhece e responde a sons distintos em qualquer idioma? É a partir dos dois anos de idade que seu cérebro começa a diferenciar a sua língua nativa das outras. Em 2013, cientistas britânicos e americanos descobriram que existe uma janela crítica de formação no cérebro, entre os dois e os quatro anos, para aperfeiçoamento da linguagem. Justamente o período em que nossos pequenos estão tomando uma coragem maior pra abrir a boca e falar, depois de tanto ouvir, ouvir e ouvir a gente grande tagarelando. Este estudo mostra que uma substância, a Mielina, responsável por proteger o circuito neural, se desenvolve desde o nascimento, mas é fixada a partir dos 4 anos de idade. Sugere-se então, que nos primeiros anos de vida o cérebro seja mais plástico. A questão é: os pesquisadores descobriram que essa mielina tem uma influência mais forte sobre a capacidade de desenvolvimento linguístico antes dos 4 anos. 
Mas ok, vai que você é daqueles que não se convencem pela ciência. Vamos olhar as coisas pelo lado prático agora? 
Digamos que seu filho não precise aprender outro idioma ainda bebê. Por inúmeras razões, é comprovado que a criança aprende sim, mais rápido e com mais consistência do que um adulto. Vamos listar algumas. 
Sabe-se que, a partir dos 12 ou 13 anos de idade, existe algo chamado "lateralização" do cérebro. É aquilo sobre o lado esquerdo do cérebro ser mais adaptado para exatas, o lado lógico, e o lado direito ser o lado criativo, mais sensível a humanas, música, artes e etc. Conforme o cérebro ganha maturidade, a partir da puberdade, as funções com que o indivíduo tem maior habilidade vão começar a se desenvolver muito mais rápido do que outras. Quando crianças, todas estas funções ainda estão interligadas, sendo que uma criança não vai se destacar melhor no aprendizado de línguas do que o seu vizinho. Todas mostram a mesma capacidade. Por isso, a partir da adolescência, começa o discurso: queria aprender inglês, mas eu detesto! Isso não é uma desculpa pra não aprender. Essa pessoa simplesmente adquiriu uma dificuldade com o passar do tempo, gerando assim uma resistência.
Outra questão é que as crianças produzem fonemas diferenciados sem maiores problemas, enquanto os adultos lutam para conseguir pronunciar qualquer sonorização que não é parte de sua lingua materna (veja um adulto aprendendo a pronuncia o TH da lingua inglesa, e você vai entender o que eu digo). Se o seu filho tem dois ou três anos, peça pra ele inventar nomes para bichos ou pessoas. Os nomes são hilários, com fonemas e conjunções de letras que podem pertencer a qualquer parte do mundo. Eles conseguem fazer qualquer som, enquanto nós estamos acostumados à métrica de palavras da nossa própria gramática.
Agora, uma das coisas mais importantes ao meu ver, é que a criança simplesmente não tem medo de errar. Ela assimila as informações de maneira muito natural e assim se arrisca sem olhar pros lados. Agora, a partir da adolescência, quando começamos a entender as estruturas, analisamos primeiro se está certo o que estamos falando. E Deus me livre, de alguém me ouvir falando igual ao Tarzan. 
Poderia fazer uma lista quilométrica, mas vamos resumir em apenas mais alguns fatores psicológicos. Conforme crescemos, somos acometidos por alguns sintomas bemmmm chatos: 
Ansiedade - "Hoje é meu primeiro dia no cursinho... Ai meu Deus, será que eu vou conseguir??" 
Pressa - "Então professora, eu nunca fiz inglês, mas eu tenho uma viagem marcada pro final do ano, e eu preciso estar falando até lá! Podemos ter aulas só de conversação??" 
Prequiça - "Tenho que revisar meu vocabulário... humm, só vou fazer um lanchinho antes! Hummm, só vou assistir à novela antes... Hummm, só vou levar meu peixe pra passear antes! 
Desmotivação - "Pra que eu vou aprender essa língua, se eu nunca vou usar isso no meu trabalho?"
Falta de confiança - "Nem, isso não é pra mim! Já basta a &*#@$$ do verbo To Be na escola".
Presunção - "Você levou 4 anos pra aprender uma língua? Não vale a pena! Por isso só vou aprender quando puder fazer um intercâmbio."
Auto-consciência - "Oh, lá vem um gringo, vai dar pra eu treinar!! Espera... nessa pergunta eu coloco o auxiliar antes ou depois do sujeito mesmo?"
E por aí vai... Pergunta: você já ouviu alguma criança falando qualquer coisa parecida com isso? Nãããão!! Elas escutam, escutam, e um dia, sem mais nem menos, PÁ!! Falaram! 
Agora, pra finalizar, deixa eu contar um pouco da minha experiência. Por um lado, eu sou professora de inglês. Pelo outro, eu sou mãe de uma gostosura de 3 anos. Quem acompanha o blog, sabe que quando tive Lucy larguei meu antigo emprego, abri meu cnpj e hoje estou correndo pra cima e pra baixo dando minhas aulas. Quando embarriguei de Lucy, eu jurava pra mim mesma que ia me comunicar com ela ao máximo em inglês, porque já acompanhei de perto casos em que o pai era de uma nacionalidade, a mãe de outra, e a criança cresceu sabendo as duas línguas. Se deu certo?? Nãããão!! Eu sou uma pessoa com 0,5% de disciplina pra executar tarefas que não sejam completamente necessárias. Então pra mim era muito difícil estar falando com meu marido em português, virar pra minha filha, apertar a tecla SAP, e simples assim mudar o nosso mundo! Por outro lado, a maioria dos meus alunos sempre foram adultos e adolescentes. Só tinha havido um caso em que eu tinha ensinado uma criança de 4 anos, mas foi por um tempo bem curto. Já tinha perdido as esperanças, quando uma coisa aconteceu. Com dois aninhos, quando Lucy já estava falando muitas coisas, eu comecei a falar uma palavrinha e outra com ela em inglês. E ela demonstrou um interesse tão grande que eu me motivei. Comecei a ensinar números, cores, animais, partes do corpo etc, etc. Até aí normal, nada que eu já não tivesse feito com meus alunos. Mas sabe o que não foi normal pra mim? Ver que uma palavrinha que eu tinha ensinado a uma semana atrás, continuava gravada na cabecinha dela, com a pronúncia perfeita, e sem eu ter que repetir. A capacidade de memorização e pronúncia era incrível! Daí, nós mamães, começamos a achar que nossos filhos são super dotados né? Mas daí aconteceu outra coisa. Comecei a ensinar palavrinhas pro meu sobrinho também, da mesma idade da Lucy. E BUM! A mesma coisa! Os dois começaram a competir pra ver quem sabia mais palavras. Bom, talvez meu sobrinho também fosse super dotado, era coisa de família! Mas daí, veio outra pra acabar com meu ceticismo! 
Com três anos, esse ano, Lucy entrou pra escolinha. Coloquei em uma escolinha bilíngue, porque aconteceu de ter uma do ladinho da minha casa, e a escolinha era linda e super organizada! O bilinguismo foi o ponto final por decidir colocá-la lá. Mas daí, uma semana antes de começarem as aulas, a diretora me liga, dizendo que eles estavam a procura de uma professora, pois uma tinha saído de última hora, e lembraram que eu dava aulas. Assim, comecei a ensinar na escolinha da minha filha, pra turminha de 1 ano. Quando eu soube que meus alunos teriam 1 aninho, meu primeiro pensamento foi que eu seria mais uma cuidadora em si, do que uma professora. De que adianta passar um período inteiro falando em inglês com eles? Se eles não falam nem português direito, eles vão entender inglês? Que engano! No primeiro dia de aula, eu estava contando uma historinha sobre uma maçã em inglês, quando um fofuchinho apontou pra maça e falou: Apple! Morri! Fiquei sem fala na hora. Aquele menininho não sabia falar Maçã ainda. Mas ele falou Apple. Com um espaço de tempo bem curto, eles estavam entendendo diversos comandos em inglês, cores e muitas outras coisinhas. Até cantar musiquinhas! 
Pronto! Isso me convenceu! Minha filha não era super dotada (bom, talvez ela seja). A questão é que, quando se trata de línguas, todos os pequenininhos têm um dote maior que nós. 
Hoje eu passo uma grande quantidade de vídeos, músicas e joguinhos em inglês pra Lucy, e já conseguimos ter mini conversinhas. Outro dia no shopping, um casal ficou olhando desconfiado pra nós duas, talvez pensando se éramos mesmo daqui kkkk. Minha motivação é que se continuar nesse rítmo, talvez com uns 5 ou 6 anos eu tenha uma criança com um ótimo nível de inglês em casa, podendo assim focar em outra língua, para que ela não tenha que absorver tanta informação em uma lapada só. Queremos filhotes inteligentes, mas não sobrecarregados! Cada coisa no tempinho deles. respeitando o limite de cada um.
E então, tá esperando o quê pra começar a expandir o mundinho do seu pequeno? Afinal, o futuro deles depende do que começamos a plantar a partir de agora!

video

Kisses!!

Michelle 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Filho único

Estava eu em minhas muitas andanças de ônibus com Lucy outro dia, e uma senhora sentou ao meu lado. Confesso que sou uma daquelas pessoas meio avessas a passar meu tempo em transportes coletivos jogando conversa fora com totais estranhos, que nunca vi mais gordos na vida. Mas têm alguns que são capazes de te cutucar pra você se sentir forçada a emprestar seus ouvidos e iniciar um diálogo, mesmo você colocando fones no ouvido e fingindo que está lendo um livro de mil páginas. Nesse dia especificamente, Lucy estava dormindo no meu colo, e sabia que se ela acordasse com sono a viagem de volta pra casa ia ser pior do que se tivesse um estranho falando comigo sobre como os tomates são cultivados na Índia. Por isso quando a senhora olhou minha filha e começou a comentar sobre como ela era fofa, eu me limitei aos acenos de cabeça e sorrisinhos meia boca, pra não dar papo mesmo. Uma hora porém, veio a pergunta fatídica: E quando vem um irmãozinho?
Essa é uma pergunta em que não se pode ganhar. Sempre incide em uma discussão sobre prós e poréns. Qualquer que seja a sua resposta, esse ser besta, sabe tudo que é a sociedade em geral, tem um argumento na ponta da língua pra te palestrar sobre o motivo de você estar errada. Eu ainda não sei o porquê, mas a cobrança está em tudo no que diz respeito à formação familiar. Se você namora, as pessoas perguntam quando sai o casório. Quando você casa, na hora dos cumprimentos da festa os convidados já te perguntam se sai um filho na lua de mel. Veio o primeiro? No elevador do prédio todos os vizinhos, em uníssono, dividem a mesma curiosidade se vem um segundo. Agora, se você chega no terceiro filho, affe você é louca! "Com a economia do jeito que está, quem se atreveria a ter 3 filhos??"
Já sabendo o que viria depois, falei que não tinha certeza, mas que era provável que não, que a fábrica fechava ali mesmo. E o que se seguiu, para surpresa minha, foi a primeira conversa interessante que tive com uma desconhecida num ônibus. A senhora em questão era psicóloga, e, em vez de tentar me analisar, despachou seus próprios sentimentos sobre a relação dela com sua filha. Em uma tranquilidade e uma frieza surpreendente, me disse o quanto todos os planejamentos dela tinham dado errado, que sua filha era hoje, aos 20 anos, era uma pessoa egoísta, auto centrada, consumista e mesquinha. Entre todos os seus primos, ela era a que fugia ao padrão e só olhava pro próprio umbigo em todas as decisões. E que ela atribuía tudo isso ao fato de ter feito a escolha de ter uma filha única. Sua afirmação final foi mais ou menos assim:
  - Ela não teve com quem compartilhar as coisas, e por termos só ela, com uma condição de vida estável, nunca nos preocupamos em não dar o que ela quisesse. Se eu podia dar, porque não daria? Talvez eu precisasse de mais um pra dividir todo esse mimo, e por isso eu não recomendo filho único a mais ninguém.
Epa, peraí, pára tudo!! Será que o caso então de suprema presunção da filha da psicóloga seria mesmo o fato de ser única em casa? É um pouco engraçado, se não for catastrófico, ouvir pessoas tentando se isentar da culpa de ter "estragado" seu filho, e apontando para fatores externos, como o número de crianças criadas. Para dar suporte à minha raiva, já cansei de ver casos absurdos por aí, de adultos completamente egocêntricos com, adivinha, 2 ou mais irmãos dividindo o teto. Inúmeros casos de irmãos que nem sequer se falam, vejam só. Eu sei o quanto é gostoso crescer com irmãos. Eu tenho dois. É divertido, até mesmo as brigas. Mas filho único não deve ser sinônimo de filho sozinho.
Cena inesgotável em parquinhos: crianças que abrem o berreiro porque não querem dividir o brinquedo com o coleguinha. Ou aqueles que abrem o berreiro porque o outro não quer emprestar. E quando você olha para os lados, aonde estão os pais? Dando sorrisinhos amarelos, ou olhando para o outro lado da rua oposta. Qualquer coisa é melhor, aparentemente, do que colocar o pé na areia pra chamar a atenção do filho de que o certo é compartilhar. O que penso desse tipo de pais, é que não importa se eles tenham 1, 2 ou 10 filhos, nunca vão conseguir direcioná-los ao caminho da humildade e do desapego. Porque se você não tem irmãos em casa, os amigos-irmãos estão aí na rua pra todo lado.
Nessa nova cultura de nossos dias, as crianças estão mesmo crescendo consumistas e truculentas, respondonas com qualquer um, da mãe ao Papa Francisco, a menos que os pais decidam tomar as rédeas da situação, e administrar com sabedoria o comportamento de seus pequenos. Nós mamães E papais precisamos enfiar na cabeça que devemos sim ser os melhores amigos de nossos filhos, mas também os piores (ao ver deles) quando se faz necessário. Um baita NÃO, em caixa alta, às vezes é o bem mais precioso que os filhos vão ganhar, quando você consegue enxergar o quadro completo, a longo prazo. Atualmente está se espalhando a ideia de que, pra sermos amigos de nossos filhos, não podemos brigar. Em muitos casos, os pais deixam que as crianças aprendam por outros meios, o que é errado. Temos que entender que ensino e educação são duas coisas diferentes. Educação se aprende em casa, no cantinho do castigo, com a família em acordo. Temos uma quantidade absurda de jovens que são extremamente inteligentes e letrados, mas sem nenhuma educação ou respeito ao próximo.
Por tudo isso, sim, me vi obrigada a discordar da psicóloga do ônibus. Quem me conhece sabe que eu detesto confrontos, por isso expliquei com diplomacia que, com a Lucy, sim é sim e não é não, e ela é criada com o bom senso de que ela só tem o que ela pode ter, e o que é aprovado por nós. Espero que um dia o cuspe não caia na minha testa, mas mesmo crescendo com o quartinho só pra ela, não aceito nada menos que uma criança amigável dentro de casa, e depois uma adulta ciente de suas atitudes para consigo mesma e para com o mundo. Existem sim, não vou negar, uma série de dificuldades em ser um filho único, assim como quem é o filho do meio, ou o caçula ou o primogênito, também sofre em suas próprias batalhas.
Agora me diga uma coisa: você já presenciou algum homem sendo pressionado por desconhecidos se eles terão algum, muitos ou nenhum filho? Me faz pensar se toda essa pressão social existe apenas pro lado da mulher, questionando sempre nossos desejos legítimos, sejam eles quais forem. O meu protesto aqui é: Mais respeito à opinião alheia, principalmente no que diz respeito ao seu núcleo familiar.
Eu acho que hoje, eu viveria o resto da minha vida feliz, entre fraldas e fofurices infantis, mas como sou eu e meu marido quem pagamos nossas contas, eu devo me permitir admitir, que por tempo indeterminado, só me cabem as fofurices da Lulu. E ponto final. Mulheres, nossas vidas não são de domínio público. Não deixemos outros nos rotularem, ou aos nossos filhos, presumindo de uma maneira ridiculamente simplista, sobre quem eles se tornarão com base apenas nas estatísticas numéricas da população de nossas casas. No final, o nosso amor em educá-los de maneira consistente é o que conta. Sejam eles quantos forem. Porque ninguém tem nada a ver com quantas barrigadas nós vamos ter. Mas o mundo agradece quando eles são criados da maneira certa.



Até a próxima

Michelle Vargas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Top 10 atividades criativas para seu filhote

Toda mãe passa vez ou outra por uma dificuldade em preencher os horários do pequeno, para que o dia passe de uma forma sossegada e frutífera. Entre todas as atividades rotineiras do dia a dia - comida, soneca, estudo, passeio e blablablá - tem sempre aquela horinha em que nossa imaginação nos abandona, e ficamos sem ter o que fazer com nosso filhote. Daí acontece uma das seguintes: plantamos a criaturinha de frente à TV (quem nunca?), levamos para o parquinho da vizinhança (que ninguém aguenta mais), espalhamos todos os brinquedos da casa na sala, e sentamos nossa bunda no chão para distraí-lo até a hora do próximo item na lista da rotina. Acho que nós, como eles, sentimos falta de algo para quebrar essa bendita monotonia às vezes. Algo que alimente a criatividade deles, que crie lembranças gostosas pros dois e que (por que não?) faça-os morrer de cansaço para dormirem a noite inteira num sono profundo e sem pausas!
O período de férias é crítico! Esse vai ser o primeiro aninho letivo da Lucy, mas eu já simpatizo com as mães que têm as crias na escola. Parece que, durante o seu looongo período de férias em casa, sem viajar, eles ficam mais agitados que o normal. Pensando nisso, resolvi fazer uma lista de algumas atividades que funcionam hiper bem comigo e com Lulu, e algumas idéias que eu adorei durante minha pesquisa e que com certeza vou experimentar aqui no meu lar doce lar.   

1 - Vamos começar com a atividade mais simples, conhecida e que é ponto alto entre crianças do universo inteiro. Brincar com água! Eu que moro em Brasília, e que sei o que é sofrer de calor, já desenvolvi um milhão e uma brincadeiras aquáticas com Lucy, mesmo dentro do apartamento. Se você quer fazer os olhos da sua criança brilharem, é só falar que ele vai mexer com água em um período fora da hora do banho. A mais comum aqui em casa, é pegar uma bacia, ou um refratário, encher de água e fazer uma horinha livre, tipo "bikini in the house". Coloque um tecido velho no chão, ponha uma roupinha de calor nele e em você, e aproveite! 


 

A mamãe do blog de onde foram tiradas essas duas imagens acima, o funathomewithkids, dá vááárias idéias de como fazer bebêzinhos e crianças maiores se divertirem desse jeito. Com os maiores, 3 aninhos pra cima, o legal é juntar uma variedade de instrumentos, colheres de vários tamanhos, gelo, copos, sal, pra fazer com que a criança descubra tamanhos e substâncias, e trabalhar seus movimentos. É uma atividade sensorial, cheia de descobertas e prazerosa! Pra mamãe e pro bebê. 

2 - Que tal uma alternativa ao parquinho? Pra mim, particularmente, o que mais me deixa aflita nas idas ao parquinho é a volta dele. Mesmo que você arranque as roupas da criança na porta e a carregue até o chuveiro, a bendita da areia gruda no nosso chão!! Então faça seu filho pegar as pazinhas e o baldinho do playground maaaas... substitua a areia por arroz! Idéia de gênio! Coloque um tantão de arroz em um refratário, cubra seu chão como se fosse brincar com água, espalhe uns bonequinhos ou panelinhas e deixe a cria se esbaldar! 


Não precisa dessa quantidade toda de arroz dessa imagem acima não, tá gente? Uma quantidade pra encher os brinquedinhos de parque dele já é bem mais que suficiente. É super divertido!

3 - Aproveitando os grãos, achei uma atividade super legal que quero provar com Lulu. Ela adoooora brincar com tinta, ama de paixão. Encontrei uma maneira de colorir grãos com tinta de aquarela. Sabe, aquelas baratinhas? Precisamos pegar os tabletinhos, misturar com alguns poucos ml de água quente, e tcharam! Adquirimos uma tinta líquida. Pra quem não quer ter esse trabalho, existem corantes de comida que dão conta do recado bem mais facilmente. Encontrei maneiras de colorir arroz, farinha, macarrão e um tanto de outras coisas. Olha que legal: 


Para brincar com as crianças, o que mais me atraiu foi o macarrão. As imagens abaixo também foram retiradas do funathomewithkids.




Demais mesmo! As meninas vão adorar usar como miçanguinhas e os meninos vão adorar a bagunça! Definitivamente vou tentar esse! 

4 - Quando criança, você definitivamente já deve ter brincado de amarelinha, ou qualquer brincadeira que envolvesse riscar o chão com giz, certo? Quer o mesmo efeito, mas sem sujar o chão e sem sair de casa? Fita crepe! Isso mesmo. Com a fita crepe, você pode desenhar linhas no chão pra fazer o que quiser! 

Jogo da Velha

Pista para carrinhos

Amarelinha


5 - Pegando o gancho da fita crepe, que tal um labirinto pra desafiá-los um pouco? Vi alguns tutoriais com linha e lã, mas você precisaria de lugares para amarrar. Essa atividade pode ser feita usando fita se o seu filho for maiorzinho. E até mais interessante, se uma das regras for: Proibido encostar na linha! Muitas risadas na certa! 


Eu achei esse aí muito incrementado! Se o seu filhote for menor, como a minha, apenas algumas linhas pra eles se mexerem e pularem já vão garantir uma ótima diversão.

6 - Já tentou um piquenique dentro de casa? Esses são os dias que minha pequerrucha come mais!! Finjam que estão em um parque ou em uma aventura. Podem até fazer um cabaninha com lençois. As crianças piram com essas coisinhas!


7 - Caçada de cores! Arranje alguns baldinhos ou caixas e deixe os pequenininhos correrem pela casa coletando itens de cada cor. Para os mais velhos, você pode complicar a vida deles cronometrando o tempo, ou fazendo uma espécie de corrida. 

Fonte: artfulparent

8 - Deixe o Play Doh um pouco de lado e FAÇA a sua massinha! Os momentos que eu passei quando criança com minha mãe e minhas amigas fazendo massa vivem frescas em minha memória até hoje. Mesmo sem colocar corantes, toda criança adora brincar com massinha. Imaginem então fabricá-la? O melhor é que é muito, muito fácil! Este é o link para quem quer a receita e experimentar em casa: dicaspaisefilhos.


9 - Você já percebeu o quanto crianças adoram tesouras? Certeza que é só porque não podem! Bom, podemos permitir esse amor de forma supervisionada (com tesouras sem ponta, pelamordedeus), e ainda juntar educação com diversão. Se você é daquelas mães que têm milhares de revistas velhas e livros escolares em casa, afundadas no armário, é hora de fazer uso deles. Espalhe tudo no chão e faça seu pequeno encontrar fotos de animais, bebês, carros, comida, e de tudo que ele gostar! Depois vocês podem aproveitar pra cortar e fazer uma mega colagem juntos. A simples chance de usar uma tesoura e uma cola já vai animá-los. Imagine então dá-los a oportunidade de fazer arte com sua pessoa preferida no mundo (que é você tá?)! 


10 - Por mais que gostemos dessas atividades animadas, às vezes o dia se encarrega de nos cansar além da conta certo? Está muito propensa a colocar seu filho pra assistir desenhos? Então façamos isso de uma forma diferente. Organize um cineminha dentro de casa! Coloque o colchão no chão, encha de cobertores e almofadas, faça um baldão de pipoca com a bebida preferida de vocês e ponha o filme pra rolar! Seu filho pode ter um dia diferente até de frente à telinha, enquanto você coloca as pernas pra cima e relaxa (ufa).



O maior intuito dessas recreações é ajustar o laço entre nós e nossas crianças. Passar um tempo de qualidade juntos traz inúmeros benefícios para o nosso relacionamento "mãe e filhos". A confiança deles em nós parte de um sentimento de segurança, e isso só pode ser estimulado se gastarmos tempo com eles. Eu sou uma que estou sempre precisando e procurando me policiar em não deixar Lucy de lado em meio à correria do dia a dia. E eles gostam de se sentir incluídos. Lucy larga qualquer coisa que estiver fazendo se escutar a mamãe chamando pra ajudar a varrer a casa, imagina só.
Nesses tempinhos, estamos trabalhando sua imaginação, sua auto estima, sua socialização (porque o que se aprende em casa se faz na rua), sua inteligência e mais um monte de outras coisas! E nós? Nós ganhamos só de estar perto deles. Aprendemos junto com eles, damos risadas, acumulamos histórias pra guardar e contar! As férias já já vão passar, e os transeuntes acreditem ou não, vamos sentir falta desses trequinhos no nosso pé durante o dia. Então tiremos o máximo de proveito enquanto podemos treiná-los para o melhor que a vida tem a oferecer: diversão!!

Beijinhos pessoal!

Michelle Vargas 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Quartos de bebê SUPER originais

Você que é gravidinha, ou tem um bebê novinho em folha em casa, veja se já passou pela seguinte situação: você comprou aquela revista de decoração para planejar o quartinho do seu filhote, feliz da vida achando que ia fazer e acontecer, e se deparou com quartos ultra mega lindos, PORÉM... todos com um ponto em comum. Inacessíveis. Não estou falando de um "caro" normal, estou falando de um "você só compra se for estrela da Globo" caro. Tipo, só mamães com um fundo de poupança bem grande, ou ricas mesmo, conseguem adquirir os materiais necessários para obter um ambiente lindo daqueles. Pensando nisso, a inspiração pra este post veio enquanto eu estava passeando hoje pelo mundo encantado do Pinterest, e me deparei com um quartinho de bebê super lindo e fofo. Em suma, perfeito!! Mas o que me chamou a atenção não foi só isso. Quando comecei a pesquisar mais, percebi que colocando as mãos e a criatividade pra trabalhar, o resultado fica ainda melhor do que aqueles prontos, dos catálogos das superstars. Por que? Porque fica personalizado! Penso que em tudo que colocamos nosso esforço e nosso carinho adquire um valor especial. E isso não só pode, como deveria ser levado em conta ao planejarmos o ambiente aonde nossos bens mais preciosos vão passar a maior parte do tempo deles. Porque cada bebê é único, assim como cada mamãe tem sua própria personalidade para expressar e estimular seu bebê. Adorei tanto essas decorações que quase me deu vontade de ter outro filhote, só pra explodir a bomba de inspiração que invadiu meu ser. Quase, eu disse quase! A minha fissura por decorar vai ter que ir pros filhotes alheios mesmo. Então pra extravasar e pôr pra fora tanta fofura, eu decidi fazer uma seleção das melhores imagens (com suas fontes pra vocês verem na íntegra), e fazer com que as mamães deixem sua imaginação voar. Vambora!


Super descontraído, com cores vibrantes, e ainda assim, com a tranquilidade de um quartinho de bebê. Os quadrinhos diy na parede foram o #number1 pra mim! Essas molduras podem sem compradas em MDF bem baratas e decoradas do jeitinho que você quiser. Existe um milhão de tutoriais google afora, demonstrando como pintar e decorar molduras. No site da Creamylife, ele é mostrado em mais detalhes e com várias outras idéias com jeitinho de "feito em casa". 


Básico, e ao mesmo tempo tão sofisticado! Os detalhes deste quarto são a razão dessa impressão, e (tirando o mosquiteiro hiper chique), todos os penduricalhos são muito acessíveis . O ponto alto fica por conta das lanternas, que podem ser adquiridas em lojas de festas com preços ótimos, e dos quadrinhos na parede, que são papéis de Scrapbooking anexados em telinhas de pintura, ou retalhos de papel de parede. Ah, e atenção ao detalhe das cerquinhas do berço listradas. São fitas de Washi tape (que é tipo um durex desenhadinho) enroladas. As nuvenzinhas de chuva de algodão também ficaram um show. No próprio pinterest podemos encontrar tutoriais dessas fofuras. Lindo, lindo! Esse veio do site http://www.mundoovo.com.br/


Esse ambiente especificamente não tem muito DIY não. Mas o que me fez cair de amores por ele e destacá-lo aqui foi justamente a simplicidade dele. Com um visual super clean, sem precisar de muitos badulaques e apetrechos. Mas algumas sacadas fizeram toda a diferença. Por exemplo, geralmente queremos chamar a atenção pras paredes, mas aí a opção foi colocar as cores no teto. Deu super certo! A bandeirinha por trás do berço também está um charme só, e cá pra nós, não existe uma mãe entre nós que nunca fabricou uma bandeirinha quanto criança. Já tem muito tempo que as queridas bandeirolas deixaram de ser sinônimo de festa junina. Agora elas aparecem repaginadas e com um gostinho bom que nos traz lembranças da nossa infância. Tipo a "Melissa" e as "Havaianas" sabe? No nosso tempo só tinham duas cores, e hoje tem um universo inteiro, super fashions, Por isso, e por serem lindas, as bandeirinhas são muito bem vindas nos quartinhos de hoje! Esse e muitos outros você vê no http://www.glamoureglace.com/2012/05/casa-quartos-de-bebes.html,


Rusticão e muito fashion! Vários aspectos deste quarto nos lembram um espaço de adultos, mas ao mesmo tempo, o divertido está por toda a parte. A escada transformada em prateleiras no canto é uma sacada genial, já usada em várias casas. O penduradinho de origami no berço deu uma leveza e tanto no berço escuro, que eu adoro por sinal! Até as cortinas cruas caíram como uma luva nesse quartinho! Para ver mais, visite o http://www.twenty-somethingteacher.com/?m=1


Tá certo, essa aí não é bem a foto de um quarto! Mas é que, durante a minha pesquisa, essa belezinha dentro do berço já me atraiu! Mas calma, não foi só isso. Eu só queria muito mostrar esses bastidores com tecido no fundo. Reconheceu esses circulozinhos? Que a sua vizinha costureira usa? Tudo que você tem a fazer é escolher retalhos de tecido que combinam com o seu estilo e decoração, e encaixar neles. Como ficam lindos!! E super em conta também. O nome em MDF pintadinho de branco deu o toque final. Esse veio da Indulgy, e lá tem mais um monte de idéias pra você trabalhar com os Bastidores. 


Puxa vida! Essa aí é a exemplificação perfeita do "o menos é mais". Não precisa de mais nada. Seguindo a linha das letras em MDF, a inicial do bebê na parede fica linda, e os pompons de papel Seda pendurados a gente nem diz! Em breve vou trazer um tutorial (promessinha) de como fazer essas belezuras. Muito prático e suuper barato. Você gastaria uma média de 5 reais em cada um desses. Não dá pra ser melhor que isso! Fonte http://www.vintagegingerpeaches.com/2011/01/baby-girl-nursery.html


Fofuuura! O que eles fizeram aqui foi distribuir um arco íris de cores em cima de uma base neutra. Esse azul (que eu acredito que seja um Azul Tiffany) é maravilhoso. Dois destaques aqui: o primeiro são as almofadas. Que tal comprar tecidos de algodão, que são bem baratos, e com uma imensidade de estampas, para fazer capas para almofadas. Tê-las espalhadas pelo berço e no sofázinho deram um efeito lindo! O segundo destaque vai para os quadros. Você sabia que existem milhares de sites por aí, aonde você consegue baixar printables maravilhosos assim, de graça? Daí tudo o que você tem a fazer é emoldurar. Vamos concordar que o resultado ficou original e lindo além da conta. Mais detalhes no spearmintbaby.


Esse é para os pais alternativos. Quem foi que disse que quartinho de bebê não pode ser preto! Tudo que eu disser é dispensável, o quarto fala por si só. Pompons de seda no teto, escadinha de prateleiras, florzinhas de papel na parede, quadrinhos de printables, até um móbile de bolinhas de isopor pintadas. Ele esbanja criatividade pra todos os lados. Outros modelos de quartinhos pretos tão lá no Buzzfeed.


Novamente, uma sofisticação que por detrás das linhas, é na verdade muito simples. O mesmo tecido que foi utilizado nas cortinas, foi pra manta, almofada e trocador. As molduras também foram parte principal para o sucesso desse quartinho. O cinza com o azul turquesa está muito em alta, e tudo neste quartinho está em harmonia. As bandeirinhas e as nuvens também são detalhes que fizeram toda a diferença. Esse tá no blog Fraldas e Rabiscos.


Tá todo mundo cansado de saber que eu sou louca por papéis de Scrap. Mas taí o porquê. Eles são versáteis demais! Não servem só pra scrapbooking. São bons até mesmo pra decorar paredes! Os papéis estão inteiros aí. São colados com cola branca na parede, e no fim é só passar um spray de verniz pra não estragar. O único problema disso vai ser na hora de tirar! Por isso, se você mora em uma casa de aluguél é um caso a se pensar. A inspiração veio de lushome.com.

Caramba, eu achei um milhão de espaços fofos para nossas crianças, mas se eu fosse colocar todos aqui esse post não ia ter fim. Por isso separei esses top 10, pra despertar nosso interesse em saber que nós, mortais, podemos também produzir um quartinho dos sonhos pros nossos pequenos. Como em "casa de ferreiro o espeto é de pau", eu mesma andava precisando de um estalar desses, porque eu ando devendo no quarto da minha Lulu. O pior é que agora ela está entrando na fase das personagens, e ela começou a mandar no espaço dela. Então corram meninas... aproveitem enquanto seus bebês estão na fase do Gugu dadá, enquanto a escolha ainda é toda de vocês. Isso não dura muito!

Beijocas mãezinhas!

Michelle Vargas 



sábado, 26 de dezembro de 2015

Letras em 3D - Tutorial

Hoje eu venho trazer um mini tutorial de uma coisa que anda fazendo um hiper sucesso nas festinhas infantis por toda a parte. As letras em caixa alta, ou 3D. São essas aí ó: 
Imagem retirada do Pinterest

Geralmente elas são feitas em alguma alguma máquina de corte, como a Silhouette, onde o processo é bem mais simples. Em miúdos, você pega um molde pronto, corta, dobra e cola. O corte já sai como essa letra: 
Imagem retirada do Pinterest

Essas máquinas são geralmente usadas por pessoas que, como eu, trabalham com artesanato e scrapbooking como meio comercial. Mas como o custo delas é um pouco elevado, a aquisição de uma dessas não vale a pena para fazer apenas alguns itens de uso pessoal.
Por muito tempo eu fiz essas letrinhas manualmente mesmo. O trabalho é muito maior, e o processo muito mais demorado, mas eu preciso dizer que acho a qualidade melhor, e vou explicar o porquê. A letra de corte digital é oca por dentro, por isso a sua durabilidade é muito curta, a não ser que você tome um cuidado extraordinário pra que elas não estraguem ou amassem logo.  Como manualmente eu não tinha como fazer o corte dos tracinhos pra uma dobra perfeita, eu precisava de algo para colocar internamente, que me servisse de base para cobrir com o papel, ou o tecido. Isso faz com que as letras não amassem e durem por muito, muito mais tempo!
Algumas pessoas gostam de usar o MDF, e realmente é a melhor opção, pelo fato de a letra já vir pronta, e cobrir qualquer coisa no MDF é muito mais fácil. O problema é o custo. Cada letrinha em um tamanho aceitável parte mais ou menos dos R$ 10,00. Se você adicionar isso a todos os outros materiais que você vai precisar usar, fica um pouco salgado. Talvez seja melhor comprar algo pronto, se o seu foco for uma festinha, evento ou algo assim. Mas é uma ótima opção se você estiver procurando fazer algo duradouro, como decoração de algum ambiente da sua casa. 
Bom, se você estiver procurando por algo dure bastante, e por um valor mais baixo, eu indico este post pra você. Depois de ver um tutorial a um tempão atrás, eu descobri um jeito de fazer isso com isopor. Claro, você precisa de um tempinho disponível, e principalmente, não ligar para a sujeira que você vai aprontar. Até hoje eu acho bolinhas de isopor pela casa. Mas o resultado final fica ótimo! Então vamos lá! Vou mostrar um pouquinho do processo do último nome que eu fiz pro 1 aninho da filhota de uma amiga muito querida. 
A primeira etapa é escolher o isopor que você quer trabalhar. Aqui eu falo em espessura. Existem um milhão delas. Não esqueça que quanto mais grossa a sua letra, mais papel você vai usar. Eu sempre uso o papel de Scrapbooking, por causa das estampas. Uma mais lindinha que a outra, e tem opções e cores pra qualquer estilo. O tamanho do papel de Scrap é de 30 x 30 cm, então geralmente se usa uma folha de papel por letra. Se você quiser gastar ainda menos, e fazer letras sem estampa, a melhor opção é a Cartolina Canson. É o que podemos chamar de um tipo de "cartolina gourmet". Ela é mais grossa que a cartolina normal, e as cores também são bem mais bonitas e vibrantes.
Escolhidos isopor e papel, precisamos escolher nossa letra. Não tente fazer a letra à mão. Pra uma simetria perfeita, melhor você imprimir a fonte e o tamanho que acha mais adequado para servir de molde. Eu geralmente uso a Arial mesmo. É básica e limpa, e fica boa pra qualquer situação. O tamanho vai depender, então isso eu deixo por sua conta. Corte sua letrinha e desenhe o molde por cima do isopor e dos papéis. Lembre-se que no papel você precisa fazer a frente e o verso.

Ok. O isopor precisa ser cortado com estilete, a partir do molde que você imprimiu. Tem que ficar mais ou menos assim:


Não tem problema se ficarem algumas falhinhas. O importante é não ficar muito desigual, ou você terá muita dificuldade na hora de colar o papel. 
Além dos moldes das letras, você precisa cortar umas tiras de papel, para cobrir as laterais. A largura dessas tiras deve ser um pouco maior que a grossura do isopor. Precisamos de uma folguinha para dobrar e colar, como na figura abaixo: 


Então se o seu isopor tiver 3.0 cm de espessura, corte o papel com uma largura de 4,0 cm. Uma folga de 0.5 cm para cada lado fica de bom tamanho. 



As letras mais retas, como esse I que eu mostrei aí em cima, são mais fáceis. Agora com as letras arrendondadas, o processo é mais chatinho. Na hora de dobrar a laterais, você precisa fazer vários cortezinhos, ou sua letra vai ficar toda quadrada e desigual. Olha como eu faço: 



Essa é a parte mais trabalhosa. Passando isso, tudo o que você tem a fazer é colar a frente e o verso dos papeis que você desenhou com o molde: 


Pronto. Suas letrinhas estão prontas. Ah, importante destacar que a cola deve ser cola para isopor. É a que adere mais facilmente, sem deixar o papel enrugadinho, como a cola branca faria. 
Nesse nome especificamente, eu coloquei uns detalhezinhos ao longo dele pra combinar com a festa. O tema era "Jardim". E ficou uma fofura! 



Os detalhes dão um charme, mas não são obrigatórios. Sem eles as letras também ficam muito legais. Já fiz algumas sem batulaque nenhum, e ficaram lindas do mesmo jeito. 




É, então é isso gente. Espero que tenha ficado bem explicado. Sou apaixonada nessas letras! Elas dão um Up e tanto na decoração, e não é nenhum bicho de 30 cabeças pra fazer em casa. Vambora colocar a mão na massa! 

Beijão pessoal! 

Michelle Vargas 





  

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Educação financeira infantil - A saga do cofrinho


Qual será a idade certa de começar a introduzir aos nossos filhos o conceito do "quem guarda sempre tem"? Eu acho que eu sempre fui uma pessoa mão fechada, pão dura, murrinha, por isso esse assunto é um pouco delicado pra mim. Pera, deixa eu me descomplicar um pouquinho... Eu só sou um pouco controlada demais... desde sempre. Lembro que, quando pequena, eu e meus primos ganhávamos um envelope com um dinheirinho da minha avó todo natal. Eu geralmente guardava o envelope até saber direitinho o que queria comprar. Minha mãe conta que uma vez já tinha se passado quase 1 ano do acontecimento, quando eu disse pra ela que queria um patins, E minha mãe falou pra mim: "mas filha, agora eu e seu pai não temos o dinheiro". E eu com a carinha cheia de triunfo disse: "mas eu tenho!! Tenho o dinheiro que a vovó me deu!" Essa economia me rendeu meu primeiro patins de não-bebê. Sem ninguém me ensinar, e até brigarem comigo por causa disso, eu costumava guardar cada centavo. Inclusive o dinheiro que ganhava pra comer no intervalo na cantina da escola. Mas sempre tinha um foco... comprar o presente de dia das mães, uma roupa ou um brinquedo, ir pro cinema com as amigas.
Cresci e a coisa não mudou... economizei um ano de dois trabalhos pra pagar casamento, economia depois pra comprar enxoval de Lucy e por aí vai. Tá certo que nem sempre sobra pra guardar as pratinhas, mas que vale a pena vale! Por causa dessa murrinhagem, eu ganhei o cargo de administradora do dindim lá de casa. Eu controlo (pra desespero do marido) o que entra na carteira e o que sai dela.
Esse ano, Lulu ganhou um cofrinho... Um usadinho em formato de casinha, acho que a vó comprou num brechó. Quando vi, meus olhos brilharam! Achei uma oportunidade e tanto pra Lucy começar a entender o valor de certas coisas. Sei que ela não está nem perto de entender na prática a diferença entre uma coisa barata e uma cara, mas ela poderia sentir o gosto de comprar algo que ela quisesse muito, com o próprio esforcinho dela. Sentei com minha pequena e expliquei pra quê servia a casinha. Disse que se ela guardasse todas as moedinhas que ela ganhasse, ela ia poder comprar um brinquedo, ela mesma, não a mamãe. E por incrível que pareça, com dois anos e meio, ela ficou super empolgada com a notícia e começou a procurar moedinhas. Pedia pra gente, pro vovô, quando recebíamos troco de qualquer coisa. E a gente dava uma forcinha, claro. qualquer moedinha que sobrava engordava o cofrinho dela. Já estávamos a uns três meses nessa novela, quando eu comecei a prestar atenção no que ela queria.
Já tinha um tempão que Lucy vinha namorando umas princesinhas da Disney que trocam o vestido. Sempre que colocávamos videos no youtube pra ela assistir, isso era tudo que ela queria ver. Um dia, ela foi na casa de uma amiguinha, e lá estavam elas. A bichinha ficou apaixonada. Meu coração não aguentou e no dia das crianças ela ganhou três. Quase morreu de alegria! "Tlês mamãe, tlês princesas!!!" Achei que o assunto tava resolvido, mas não... Agora ela via os videos e falava - mamãe, faltam essa, essa e essa. Vi que tinha chegado a hora de abrir o cofrinho. Contei as moedinhas e deram R$ 46,00. Chamei Lulu, mostrei pra ela o quanto ela tinha conseguido juntar e disse que naquele dia, a gente ia na loja comprar uma princesa com o dinheiro dela! Meu Deus, pensa numa criaturinha estática! Abriu um olhão: "EU vou comprar, EU??" Tiramos até foto do acontecimento: 

Chegando na loja, ela foi correndo pras princesas, e já pegou logo duas... expliquei que com o que ela tinha juntado, dava pra comprar só uma. Ela tinha que continuar economizando pra comprar as outras. Ela entendeu, escolheu a que gostava mais e me deu. Coloquei Lulu no colo, dei o cofrinho na mão dela, e fui pro caixa, Na vez dela, eu expliquei pra vendedora que estava ensinando a filhota a poupar, que ELA ia pagar pelo brinquedo dela. A vendedora fez uma festa só, pegou o cofrinho e perguntou: "Você vai comprar a sua boneca?" E ela com um sorriso cheio de orgulho disse: "Sim, e é uma princesa!"
A vendedora levou anos pra contar todas as benditas moedas, e foi ótimo o jeito como ela entrou no jogo. Quando Lucy recebeu a sacolinha na mão, ela não se cabia de felicidade. Saiu da loja realizada, dever cumprido! E eu mais ainda, porque acho que consegui passar meu recado pra cabecinha dela. Prova disso é que agora toda vez que o priminho diz que quer algum brinquedo, Lucy vem perguntar: "Pietro, você tá juntando suas moedinhas?" Pequenas sementinhas que valem pra vida inteira. Virou costume, o cofrinho não fica mais vazio. Pietro também entrou na onda, pede moedinhas pro vovô agora o tempo todo. 
Não queremos no mundo pessoinhas murrinhas como eu, mas criar crianças conscientes do valor das coisas e ensiná-las a se esforçar desde cedo para alcançar seus próprios desejos é um bem que fazemos não só pra elas, mas para os papais e para sociedade como um todo! Portanto, lição cofrinho: Recomendo! Dato, assino e carimbo! Ver minha filha passando do, "eu quero", pro "mamãe, temos dinheiro pra comprar?" e entendendo quando a mamãe diz que não, já é uma baita etapa vencida pra mim! O cofrinho foi o meu passaporte pra essa transição. E você? Qual vai ser o seu jeito criativo de ensinar seu pequeno a poupar?? Conta pra gente!
Beijos mamães!

Michelle Vargas

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Papai do céu...


Sou filha de pais pastores e cresci em igreja protestante. Por sorte, ou graças a Deus, meus pais nunca foram fanáticos, e mesmo que nossas idéias muitas vezes divergissem, eles sempre me permitiram andar meus próprios caminhos e me deram a opção de experimentar o que fosse necessário, desde que fosse saudável. Por causa dessa atitude deles sempre tive muito clara a ideia do amor de Deus, e nunca tive que sobreviver com a religião sendo um peso sobre os meus ombros. 
Hoje, com meus trinta anos percebo que nunca deixei os ensinamentos que tive quando criança de lado, mas algumas coisas mudaram sim dentro de mim. Como por exemplo o próprio conceito da religião. Com o tempo percebi o quanto a religião pode deixar de ser um guia, para se tornar um divisor entre as pessoas. A religião por si só tem tornado boas pessoas em pessoas preconceituosas, donas da verdade e melhores do que outros. De repente, apenas alguns têm direito a um acesso a Deus e a um ticket de entrada nos portões do céu. E de repente percebi que larguei a minha etiqueta escrita "evangélica" lá atrás, e troquei inconscientemente por uma com um nome mais bonito, mais simples: Cristã. É, eu sou cristã. Essa é uma verdade profunda e enraizada em mim. Mas ainda isso não me faz melhor do que outros. Isso é quem eu sou, e outras pessoas têm direito às suas próprias heranças, suas próprias escolhas. Uma das coisas em que acredito mais do que tudo, é que o coração de Deus é incompreensível para nós. Isso remete ao fato de que Deus não pensa como nós. Não é preconceituoso como nós. Isso mostra que Deus conhece nosso vizinho por dentro, enquanto nós nos preocupamos em julgar seu comportamento e suas crenças, colocando-o na balança com o que nós achamos que é o certo. A gente vê a cara. Deus vê o passado, os traumas, as desilusões, o porquê de tudo. Sabe o que é verdade ou mentira e vê o potencial das coisas se encaixarem.
Na minha adolescência eu resolvi que gostaria de me graduar em Relações Internacionais. O motivo? Queria trabalhar com o social, queria ajudar as pessoas. Queria trabalhar com terceiro setor, voluntariado, mulheres e crianças carentes. Queria viajar pela Onu, trabalhar com refugiados em países em guerra. Nem preciso dizer que fui me desiludindo enquanto crescia. As coisas não eram tão simples. A faculdade se encarregou de me mostrar a teoria disso, e a vida me jogou na cara que sem dinheiro e suporte você não sobrevive com uma causa humanitária. Afinal de contas você tem sua casa pra sustentar e suas próprias batalhas pra enfrentar. Mas o importante neste período da minha vida é que eu descobri quem eu sou. Descobri que a única prova do amor de Deus na vida de uma pessoa, é quando essa pessoa começa a sentir amor pelo seu próximo, pelo menos afortunado. Você começa a sentir o que incomoda o coração de Deus, e quer de alguma maneira fazer a diferença, trazer um pouquinho do céu pra cá!
Mas porque falar sobre isso em um blog materno? 
Quando estava grávida da Lucy pensava em como passaria questões sobre Deus pra ela. Não frequentava igreja (o que não me deixava mais longe de Deus) e pensava sobre qual seria a maneira certa de apresentá-la ao Papai do Céu. Pensei que a melhor maneira dela aprender na prática este amor era fazê-la andar junto com outras crianças mais necessitadas que ela, pra que ela pudesse amar essas crianças, querer brincar de roda junto com elas e crescer sem pré julgamentos, com um amor natural. Lembro como ontem, fechava os olhos e imaginava Lucy sentadinha na mesa pintando com outras crianças em nossa ong (meu sonho), conversando, como se não existisse nada mais normal. Ter esse amor de Deus espelhado na vida dela, no seu dia a dia. Pra mim, essa seria uma igreja perfeita. Uma escola da vida e do céu perfeita pra ela. 
Nossa ong ainda está no papel. Infindáveis projetos que ainda estão por acontecer, que ainda vão acontecer. Enquanto isso, ensinamos em casa. Ensinamos o amor e o carinho, em como nenhuma criança deve ser menosprezada ou tratada mal. Ensinamos a tratar os cachorrinhos com amor também, sem puxar seus pelinhos. Ensinamos o amor a qualquer forma de vida. E ela tem aprendido. Cuida de crianças e bichinhos com um carinho excepcional! Claro que com alguns deslizes de criança, não temos uma pequena Buda em casa. O junto com o amor aos outros está ficando mais fácil dela entender que ela tem outro Papai, além desse papai de casa, um que está escondidinho lá no céu, que tem o amor maior do mundo por ela, e que cuida de todos os seus passinhos. Que cuida de seus sonhos. Que não deixa ela ficar com fome, Que olha por suas amiguinhas. 
A oração pro Papai do céu a noite tem virado um costume. Não a obrigamos. Se ela diz que não quer orar hoje, ela não precisa. Mas muitas vezes, ela lembra antes da gente. Às vezes mamãe e papai oram, e ela repete. Às vezes ela ora, e nós repetimos. Às vezes nós começamos, mas da metade pro final ela se encarrega e toma conta das palavras. E que oração é mais doce do que uma oração de criança? Ela não aprendeu a pedir as coisas pra Deus ainda. E isso faz tudo ficar mais gostoso, porque 80% do discurso inteiro é: abençoa mamãe, papai, vovó, vovô, meu irmãozinho Pietro, tio junior, tia Bia, tio Digo, vovó Betinha, cacá, Fefê, Gigi, todas as minhas amigas, os cachorrinhos, os golfinhos, a Peppa, e toooodo mundo. Amém! A criança ora pelos outros. Só depois que crescemos ficamos auto centrados. O Eu, eu, eu, sempre vem na frente!
Bom demais também é a confusão:

 - vamo orar filha, repete com a mamãe: Papai do céu...
 - Não mamãe, é Papai Noel, não é Papai do céu!
 - É o Papai do céu Lu, papai noel é aquele outro gorduchinho.
 - Ah o de chapéu vermelho?? Mamãe eu vou querer de natal uma boneca e uma princesa..

Ou então

 - Papai do céu, manda seus anjinhos pra guardar o soninho da Lucy hoje a noite...
 - Não mamãe, eu não quero os anjinhos no meu quarto a noite, eu vou assustar! 

E por aí vai. Gosto de pensar que estamos colocando a sementinha, um fundamento... mas o desenrolar e a história dela com o seu Papai do céu, é ela mesma quem vai escrever! Esperamos que seja como a Lucy de Nárnia, sem medo de abraçar e cheirar a juba de Aslam, com toda a intimidade que só mesmo uma criança pode imaginar que tem. Nisso ela nos ensina. A inocência dela e o desapego dela nos ensina. Sem religião, sem entender bulhufas de evangélico, espírita, ou católico, mas com amor nos olhos. O que basta pra Lucy amar outra criança, é essa criança estender a mão e levá-la pra brincar. Amor simples e verdadeiro. É um amor que reflete Deus.

Beijos pessoal!

Michelle Vargas