quinta-feira, 31 de março de 2016

Bilinguismo Infantil


Quem já ouviu a frase que diz que o cérebro da criança é como uma esponja? Será mesmo que absorve tudo?  Deixa eu te contar uma coisa. Apesar de essa afirmação ter um sentido quase literal, ela é também uma meia verdade. Vou te explicar porque.
Literal porque, no início da vida, nosso cérebro contém uma plasticidade maior. Isso nos diz que na primeira infância, o ser humano está mais aberto a captar inúmeras novas informações, e a ser influenciado por interações e ambientes. Com o passar dos anos, o ser humano se especializa em funções mais complexas, tendo seu maior sucesso em áreas específicas. Então, a história do cérebro ser uma esponjinha não caracteriza que temos super-criaturinhas nos braços, que podem entender o segredo do universo antes da gente. É o simples fato de que as atividades que devem ser aprendidas naturalmente, como a linguagem, têm uma chance muito maior de retorno, do que aquelas que precisamos usar nossa intelectualidade para entender (Uffa).
Então vamulá pro blablablá científico.
Você sabia que no primeiro ano de vida, o bebê reconhece e responde a sons distintos em qualquer idioma? É a partir dos dois anos de idade que seu cérebro começa a diferenciar a sua língua nativa das outras. Em 2013, cientistas britânicos e americanos descobriram que existe uma janela crítica de formação no cérebro, entre os dois e os quatro anos, para aperfeiçoamento da linguagem. Justamente o período em que nossos pequenos estão tomando uma coragem maior pra abrir a boca e falar, depois de tanto ouvir, ouvir e ouvir a gente grande tagarelando. Este estudo mostra que uma substância, a Mielina, responsável por proteger o circuito neural, se desenvolve desde o nascimento, mas é fixada a partir dos 4 anos de idade. Sugere-se então, que nos primeiros anos de vida o cérebro seja mais plástico. A questão é: os pesquisadores descobriram que essa mielina tem uma influência mais forte sobre a capacidade de desenvolvimento linguístico antes dos 4 anos. 
Mas ok, vai que você é daqueles que não se convencem pela ciência. Vamos olhar as coisas pelo lado prático agora? 
Digamos que seu filho não precise aprender outro idioma ainda bebê. Por inúmeras razões, é comprovado que a criança aprende sim, mais rápido e com mais consistência do que um adulto. Vamos listar algumas. 
Sabe-se que, a partir dos 12 ou 13 anos de idade, existe algo chamado "lateralização" do cérebro. É aquilo sobre o lado esquerdo do cérebro ser mais adaptado para exatas, o lado lógico, e o lado direito ser o lado criativo, mais sensível a humanas, música, artes e etc. Conforme o cérebro ganha maturidade, a partir da puberdade, as funções com que o indivíduo tem maior habilidade vão começar a se desenvolver muito mais rápido do que outras. Quando crianças, todas estas funções ainda estão interligadas, sendo que uma criança não vai se destacar melhor no aprendizado de línguas do que o seu vizinho. Todas mostram a mesma capacidade. Por isso, a partir da adolescência, começa o discurso: queria aprender inglês, mas eu detesto! Isso não é uma desculpa pra não aprender. Essa pessoa simplesmente adquiriu uma dificuldade com o passar do tempo, gerando assim uma resistência.
Outra questão é que as crianças produzem fonemas diferenciados sem maiores problemas, enquanto os adultos lutam para conseguir pronunciar qualquer sonorização que não é parte de sua lingua materna (veja um adulto aprendendo a pronuncia o TH da lingua inglesa, e você vai entender o que eu digo). Se o seu filho tem dois ou três anos, peça pra ele inventar nomes para bichos ou pessoas. Os nomes são hilários, com fonemas e conjunções de letras que podem pertencer a qualquer parte do mundo. Eles conseguem fazer qualquer som, enquanto nós estamos acostumados à métrica de palavras da nossa própria gramática.
Agora, uma das coisas mais importantes ao meu ver, é que a criança simplesmente não tem medo de errar. Ela assimila as informações de maneira muito natural e assim se arrisca sem olhar pros lados. Agora, a partir da adolescência, quando começamos a entender as estruturas, analisamos primeiro se está certo o que estamos falando. E Deus me livre, de alguém me ouvir falando igual ao Tarzan. 
Poderia fazer uma lista quilométrica, mas vamos resumir em apenas mais alguns fatores psicológicos. Conforme crescemos, somos acometidos por alguns sintomas bemmmm chatos: 
Ansiedade - "Hoje é meu primeiro dia no cursinho... Ai meu Deus, será que eu vou conseguir??" 
Pressa - "Então professora, eu nunca fiz inglês, mas eu tenho uma viagem marcada pro final do ano, e eu preciso estar falando até lá! Podemos ter aulas só de conversação??" 
Prequiça - "Tenho que revisar meu vocabulário... humm, só vou fazer um lanchinho antes! Hummm, só vou assistir à novela antes... Hummm, só vou levar meu peixe pra passear antes! 
Desmotivação - "Pra que eu vou aprender essa língua, se eu nunca vou usar isso no meu trabalho?"
Falta de confiança - "Nem, isso não é pra mim! Já basta a &*#@$$ do verbo To Be na escola".
Presunção - "Você levou 4 anos pra aprender uma língua? Não vale a pena! Por isso só vou aprender quando puder fazer um intercâmbio."
Auto-consciência - "Oh, lá vem um gringo, vai dar pra eu treinar!! Espera... nessa pergunta eu coloco o auxiliar antes ou depois do sujeito mesmo?"
E por aí vai... Pergunta: você já ouviu alguma criança falando qualquer coisa parecida com isso? Nãããão!! Elas escutam, escutam, e um dia, sem mais nem menos, PÁ!! Falaram! 
Agora, pra finalizar, deixa eu contar um pouco da minha experiência. Por um lado, eu sou professora de inglês. Pelo outro, eu sou mãe de uma gostosura de 3 anos. Quem acompanha o blog, sabe que quando tive Lucy larguei meu antigo emprego, abri meu cnpj e hoje estou correndo pra cima e pra baixo dando minhas aulas. Quando embarriguei de Lucy, eu jurava pra mim mesma que ia me comunicar com ela ao máximo em inglês, porque já acompanhei de perto casos em que o pai era de uma nacionalidade, a mãe de outra, e a criança cresceu sabendo as duas línguas. Se deu certo?? Nãããão!! Eu sou uma pessoa com 0,5% de disciplina pra executar tarefas que não sejam completamente necessárias. Então pra mim era muito difícil estar falando com meu marido em português, virar pra minha filha, apertar a tecla SAP, e simples assim mudar o nosso mundo! Por outro lado, a maioria dos meus alunos sempre foram adultos e adolescentes. Só tinha havido um caso em que eu tinha ensinado uma criança de 4 anos, mas foi por um tempo bem curto. Já tinha perdido as esperanças, quando uma coisa aconteceu. Com dois aninhos, quando Lucy já estava falando muitas coisas, eu comecei a falar uma palavrinha e outra com ela em inglês. E ela demonstrou um interesse tão grande que eu me motivei. Comecei a ensinar números, cores, animais, partes do corpo etc, etc. Até aí normal, nada que eu já não tivesse feito com meus alunos. Mas sabe o que não foi normal pra mim? Ver que uma palavrinha que eu tinha ensinado a uma semana atrás, continuava gravada na cabecinha dela, com a pronúncia perfeita, e sem eu ter que repetir. A capacidade de memorização e pronúncia era incrível! Daí, nós mamães, começamos a achar que nossos filhos são super dotados né? Mas daí aconteceu outra coisa. Comecei a ensinar palavrinhas pro meu sobrinho também, da mesma idade da Lucy. E BUM! A mesma coisa! Os dois começaram a competir pra ver quem sabia mais palavras. Bom, talvez meu sobrinho também fosse super dotado, era coisa de família! Mas daí, veio outra pra acabar com meu ceticismo! 
Com três anos, esse ano, Lucy entrou pra escolinha. Coloquei em uma escolinha bilíngue, porque aconteceu de ter uma do ladinho da minha casa, e a escolinha era linda e super organizada! O bilinguismo foi o ponto final por decidir colocá-la lá. Mas daí, uma semana antes de começarem as aulas, a diretora me liga, dizendo que eles estavam a procura de uma professora, pois uma tinha saído de última hora, e lembraram que eu dava aulas. Assim, comecei a ensinar na escolinha da minha filha, pra turminha de 1 ano. Quando eu soube que meus alunos teriam 1 aninho, meu primeiro pensamento foi que eu seria mais uma cuidadora em si, do que uma professora. De que adianta passar um período inteiro falando em inglês com eles? Se eles não falam nem português direito, eles vão entender inglês? Que engano! No primeiro dia de aula, eu estava contando uma historinha sobre uma maçã em inglês, quando um fofuchinho apontou pra maça e falou: Apple! Morri! Fiquei sem fala na hora. Aquele menininho não sabia falar Maçã ainda. Mas ele falou Apple. Com um espaço de tempo bem curto, eles estavam entendendo diversos comandos em inglês, cores e muitas outras coisinhas. Até cantar musiquinhas! 
Pronto! Isso me convenceu! Minha filha não era super dotada (bom, talvez ela seja). A questão é que, quando se trata de línguas, todos os pequenininhos têm um dote maior que nós. 
Hoje eu passo uma grande quantidade de vídeos, músicas e joguinhos em inglês pra Lucy, e já conseguimos ter mini conversinhas. Outro dia no shopping, um casal ficou olhando desconfiado pra nós duas, talvez pensando se éramos mesmo daqui kkkk. Minha motivação é que se continuar nesse rítmo, talvez com uns 5 ou 6 anos eu tenha uma criança com um ótimo nível de inglês em casa, podendo assim focar em outra língua, para que ela não tenha que absorver tanta informação em uma lapada só. Queremos filhotes inteligentes, mas não sobrecarregados! Cada coisa no tempinho deles. respeitando o limite de cada um.
E então, tá esperando o quê pra começar a expandir o mundinho do seu pequeno? Afinal, o futuro deles depende do que começamos a plantar a partir de agora!

video

Kisses!!

Michelle 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Filho único

Estava eu em minhas muitas andanças de ônibus com Lucy outro dia, e uma senhora sentou ao meu lado. Confesso que sou uma daquelas pessoas meio avessas a passar meu tempo em transportes coletivos jogando conversa fora com totais estranhos, que nunca vi mais gordos na vida. Mas têm alguns que são capazes de te cutucar pra você se sentir forçada a emprestar seus ouvidos e iniciar um diálogo, mesmo você colocando fones no ouvido e fingindo que está lendo um livro de mil páginas. Nesse dia especificamente, Lucy estava dormindo no meu colo, e sabia que se ela acordasse com sono a viagem de volta pra casa ia ser pior do que se tivesse um estranho falando comigo sobre como os tomates são cultivados na Índia. Por isso quando a senhora olhou minha filha e começou a comentar sobre como ela era fofa, eu me limitei aos acenos de cabeça e sorrisinhos meia boca, pra não dar papo mesmo. Uma hora porém, veio a pergunta fatídica: E quando vem um irmãozinho?
Essa é uma pergunta em que não se pode ganhar. Sempre incide em uma discussão sobre prós e poréns. Qualquer que seja a sua resposta, esse ser besta, sabe tudo que é a sociedade em geral, tem um argumento na ponta da língua pra te palestrar sobre o motivo de você estar errada. Eu ainda não sei o porquê, mas a cobrança está em tudo no que diz respeito à formação familiar. Se você namora, as pessoas perguntam quando sai o casório. Quando você casa, na hora dos cumprimentos da festa os convidados já te perguntam se sai um filho na lua de mel. Veio o primeiro? No elevador do prédio todos os vizinhos, em uníssono, dividem a mesma curiosidade se vem um segundo. Agora, se você chega no terceiro filho, affe você é louca! "Com a economia do jeito que está, quem se atreveria a ter 3 filhos??"
Já sabendo o que viria depois, falei que não tinha certeza, mas que era provável que não, que a fábrica fechava ali mesmo. E o que se seguiu, para surpresa minha, foi a primeira conversa interessante que tive com uma desconhecida num ônibus. A senhora em questão era psicóloga, e, em vez de tentar me analisar, despachou seus próprios sentimentos sobre a relação dela com sua filha. Em uma tranquilidade e uma frieza surpreendente, me disse o quanto todos os planejamentos dela tinham dado errado, que sua filha era hoje, aos 20 anos, era uma pessoa egoísta, auto centrada, consumista e mesquinha. Entre todos os seus primos, ela era a que fugia ao padrão e só olhava pro próprio umbigo em todas as decisões. E que ela atribuía tudo isso ao fato de ter feito a escolha de ter uma filha única. Sua afirmação final foi mais ou menos assim:
  - Ela não teve com quem compartilhar as coisas, e por termos só ela, com uma condição de vida estável, nunca nos preocupamos em não dar o que ela quisesse. Se eu podia dar, porque não daria? Talvez eu precisasse de mais um pra dividir todo esse mimo, e por isso eu não recomendo filho único a mais ninguém.
Epa, peraí, pára tudo!! Será que o caso então de suprema presunção da filha da psicóloga seria mesmo o fato de ser única em casa? É um pouco engraçado, se não for catastrófico, ouvir pessoas tentando se isentar da culpa de ter "estragado" seu filho, e apontando para fatores externos, como o número de crianças criadas. Para dar suporte à minha raiva, já cansei de ver casos absurdos por aí, de adultos completamente egocêntricos com, adivinha, 2 ou mais irmãos dividindo o teto. Inúmeros casos de irmãos que nem sequer se falam, vejam só. Eu sei o quanto é gostoso crescer com irmãos. Eu tenho dois. É divertido, até mesmo as brigas. Mas filho único não deve ser sinônimo de filho sozinho.
Cena inesgotável em parquinhos: crianças que abrem o berreiro porque não querem dividir o brinquedo com o coleguinha. Ou aqueles que abrem o berreiro porque o outro não quer emprestar. E quando você olha para os lados, aonde estão os pais? Dando sorrisinhos amarelos, ou olhando para o outro lado da rua oposta. Qualquer coisa é melhor, aparentemente, do que colocar o pé na areia pra chamar a atenção do filho de que o certo é compartilhar. O que penso desse tipo de pais, é que não importa se eles tenham 1, 2 ou 10 filhos, nunca vão conseguir direcioná-los ao caminho da humildade e do desapego. Porque se você não tem irmãos em casa, os amigos-irmãos estão aí na rua pra todo lado.
Nessa nova cultura de nossos dias, as crianças estão mesmo crescendo consumistas e truculentas, respondonas com qualquer um, da mãe ao Papa Francisco, a menos que os pais decidam tomar as rédeas da situação, e administrar com sabedoria o comportamento de seus pequenos. Nós mamães E papais precisamos enfiar na cabeça que devemos sim ser os melhores amigos de nossos filhos, mas também os piores (ao ver deles) quando se faz necessário. Um baita NÃO, em caixa alta, às vezes é o bem mais precioso que os filhos vão ganhar, quando você consegue enxergar o quadro completo, a longo prazo. Atualmente está se espalhando a ideia de que, pra sermos amigos de nossos filhos, não podemos brigar. Em muitos casos, os pais deixam que as crianças aprendam por outros meios, o que é errado. Temos que entender que ensino e educação são duas coisas diferentes. Educação se aprende em casa, no cantinho do castigo, com a família em acordo. Temos uma quantidade absurda de jovens que são extremamente inteligentes e letrados, mas sem nenhuma educação ou respeito ao próximo.
Por tudo isso, sim, me vi obrigada a discordar da psicóloga do ônibus. Quem me conhece sabe que eu detesto confrontos, por isso expliquei com diplomacia que, com a Lucy, sim é sim e não é não, e ela é criada com o bom senso de que ela só tem o que ela pode ter, e o que é aprovado por nós. Espero que um dia o cuspe não caia na minha testa, mas mesmo crescendo com o quartinho só pra ela, não aceito nada menos que uma criança amigável dentro de casa, e depois uma adulta ciente de suas atitudes para consigo mesma e para com o mundo. Existem sim, não vou negar, uma série de dificuldades em ser um filho único, assim como quem é o filho do meio, ou o caçula ou o primogênito, também sofre em suas próprias batalhas.
Agora me diga uma coisa: você já presenciou algum homem sendo pressionado por desconhecidos se eles terão algum, muitos ou nenhum filho? Me faz pensar se toda essa pressão social existe apenas pro lado da mulher, questionando sempre nossos desejos legítimos, sejam eles quais forem. O meu protesto aqui é: Mais respeito à opinião alheia, principalmente no que diz respeito ao seu núcleo familiar.
Eu acho que hoje, eu viveria o resto da minha vida feliz, entre fraldas e fofurices infantis, mas como sou eu e meu marido quem pagamos nossas contas, eu devo me permitir admitir, que por tempo indeterminado, só me cabem as fofurices da Lulu. E ponto final. Mulheres, nossas vidas não são de domínio público. Não deixemos outros nos rotularem, ou aos nossos filhos, presumindo de uma maneira ridiculamente simplista, sobre quem eles se tornarão com base apenas nas estatísticas numéricas da população de nossas casas. No final, o nosso amor em educá-los de maneira consistente é o que conta. Sejam eles quantos forem. Porque ninguém tem nada a ver com quantas barrigadas nós vamos ter. Mas o mundo agradece quando eles são criados da maneira certa.



Até a próxima

Michelle Vargas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Top 10 atividades criativas para seu filhote

Toda mãe passa vez ou outra por uma dificuldade em preencher os horários do pequeno, para que o dia passe de uma forma sossegada e frutífera. Entre todas as atividades rotineiras do dia a dia - comida, soneca, estudo, passeio e blablablá - tem sempre aquela horinha em que nossa imaginação nos abandona, e ficamos sem ter o que fazer com nosso filhote. Daí acontece uma das seguintes: plantamos a criaturinha de frente à TV (quem nunca?), levamos para o parquinho da vizinhança (que ninguém aguenta mais), espalhamos todos os brinquedos da casa na sala, e sentamos nossa bunda no chão para distraí-lo até a hora do próximo item na lista da rotina. Acho que nós, como eles, sentimos falta de algo para quebrar essa bendita monotonia às vezes. Algo que alimente a criatividade deles, que crie lembranças gostosas pros dois e que (por que não?) faça-os morrer de cansaço para dormirem a noite inteira num sono profundo e sem pausas!
O período de férias é crítico! Esse vai ser o primeiro aninho letivo da Lucy, mas eu já simpatizo com as mães que têm as crias na escola. Parece que, durante o seu looongo período de férias em casa, sem viajar, eles ficam mais agitados que o normal. Pensando nisso, resolvi fazer uma lista de algumas atividades que funcionam hiper bem comigo e com Lulu, e algumas idéias que eu adorei durante minha pesquisa e que com certeza vou experimentar aqui no meu lar doce lar.   

1 - Vamos começar com a atividade mais simples, conhecida e que é ponto alto entre crianças do universo inteiro. Brincar com água! Eu que moro em Brasília, e que sei o que é sofrer de calor, já desenvolvi um milhão e uma brincadeiras aquáticas com Lucy, mesmo dentro do apartamento. Se você quer fazer os olhos da sua criança brilharem, é só falar que ele vai mexer com água em um período fora da hora do banho. A mais comum aqui em casa, é pegar uma bacia, ou um refratário, encher de água e fazer uma horinha livre, tipo "bikini in the house". Coloque um tecido velho no chão, ponha uma roupinha de calor nele e em você, e aproveite! 


 

A mamãe do blog de onde foram tiradas essas duas imagens acima, o funathomewithkids, dá vááárias idéias de como fazer bebêzinhos e crianças maiores se divertirem desse jeito. Com os maiores, 3 aninhos pra cima, o legal é juntar uma variedade de instrumentos, colheres de vários tamanhos, gelo, copos, sal, pra fazer com que a criança descubra tamanhos e substâncias, e trabalhar seus movimentos. É uma atividade sensorial, cheia de descobertas e prazerosa! Pra mamãe e pro bebê. 

2 - Que tal uma alternativa ao parquinho? Pra mim, particularmente, o que mais me deixa aflita nas idas ao parquinho é a volta dele. Mesmo que você arranque as roupas da criança na porta e a carregue até o chuveiro, a bendita da areia gruda no nosso chão!! Então faça seu filho pegar as pazinhas e o baldinho do playground maaaas... substitua a areia por arroz! Idéia de gênio! Coloque um tantão de arroz em um refratário, cubra seu chão como se fosse brincar com água, espalhe uns bonequinhos ou panelinhas e deixe a cria se esbaldar! 


Não precisa dessa quantidade toda de arroz dessa imagem acima não, tá gente? Uma quantidade pra encher os brinquedinhos de parque dele já é bem mais que suficiente. É super divertido!

3 - Aproveitando os grãos, achei uma atividade super legal que quero provar com Lulu. Ela adoooora brincar com tinta, ama de paixão. Encontrei uma maneira de colorir grãos com tinta de aquarela. Sabe, aquelas baratinhas? Precisamos pegar os tabletinhos, misturar com alguns poucos ml de água quente, e tcharam! Adquirimos uma tinta líquida. Pra quem não quer ter esse trabalho, existem corantes de comida que dão conta do recado bem mais facilmente. Encontrei maneiras de colorir arroz, farinha, macarrão e um tanto de outras coisas. Olha que legal: 


Para brincar com as crianças, o que mais me atraiu foi o macarrão. As imagens abaixo também foram retiradas do funathomewithkids.




Demais mesmo! As meninas vão adorar usar como miçanguinhas e os meninos vão adorar a bagunça! Definitivamente vou tentar esse! 

4 - Quando criança, você definitivamente já deve ter brincado de amarelinha, ou qualquer brincadeira que envolvesse riscar o chão com giz, certo? Quer o mesmo efeito, mas sem sujar o chão e sem sair de casa? Fita crepe! Isso mesmo. Com a fita crepe, você pode desenhar linhas no chão pra fazer o que quiser! 

Jogo da Velha

Pista para carrinhos

Amarelinha


5 - Pegando o gancho da fita crepe, que tal um labirinto pra desafiá-los um pouco? Vi alguns tutoriais com linha e lã, mas você precisaria de lugares para amarrar. Essa atividade pode ser feita usando fita se o seu filho for maiorzinho. E até mais interessante, se uma das regras for: Proibido encostar na linha! Muitas risadas na certa! 


Eu achei esse aí muito incrementado! Se o seu filhote for menor, como a minha, apenas algumas linhas pra eles se mexerem e pularem já vão garantir uma ótima diversão.

6 - Já tentou um piquenique dentro de casa? Esses são os dias que minha pequerrucha come mais!! Finjam que estão em um parque ou em uma aventura. Podem até fazer um cabaninha com lençois. As crianças piram com essas coisinhas!


7 - Caçada de cores! Arranje alguns baldinhos ou caixas e deixe os pequenininhos correrem pela casa coletando itens de cada cor. Para os mais velhos, você pode complicar a vida deles cronometrando o tempo, ou fazendo uma espécie de corrida. 

Fonte: artfulparent

8 - Deixe o Play Doh um pouco de lado e FAÇA a sua massinha! Os momentos que eu passei quando criança com minha mãe e minhas amigas fazendo massa vivem frescas em minha memória até hoje. Mesmo sem colocar corantes, toda criança adora brincar com massinha. Imaginem então fabricá-la? O melhor é que é muito, muito fácil! Este é o link para quem quer a receita e experimentar em casa: dicaspaisefilhos.


9 - Você já percebeu o quanto crianças adoram tesouras? Certeza que é só porque não podem! Bom, podemos permitir esse amor de forma supervisionada (com tesouras sem ponta, pelamordedeus), e ainda juntar educação com diversão. Se você é daquelas mães que têm milhares de revistas velhas e livros escolares em casa, afundadas no armário, é hora de fazer uso deles. Espalhe tudo no chão e faça seu pequeno encontrar fotos de animais, bebês, carros, comida, e de tudo que ele gostar! Depois vocês podem aproveitar pra cortar e fazer uma mega colagem juntos. A simples chance de usar uma tesoura e uma cola já vai animá-los. Imagine então dá-los a oportunidade de fazer arte com sua pessoa preferida no mundo (que é você tá?)! 


10 - Por mais que gostemos dessas atividades animadas, às vezes o dia se encarrega de nos cansar além da conta certo? Está muito propensa a colocar seu filho pra assistir desenhos? Então façamos isso de uma forma diferente. Organize um cineminha dentro de casa! Coloque o colchão no chão, encha de cobertores e almofadas, faça um baldão de pipoca com a bebida preferida de vocês e ponha o filme pra rolar! Seu filho pode ter um dia diferente até de frente à telinha, enquanto você coloca as pernas pra cima e relaxa (ufa).



O maior intuito dessas recreações é ajustar o laço entre nós e nossas crianças. Passar um tempo de qualidade juntos traz inúmeros benefícios para o nosso relacionamento "mãe e filhos". A confiança deles em nós parte de um sentimento de segurança, e isso só pode ser estimulado se gastarmos tempo com eles. Eu sou uma que estou sempre precisando e procurando me policiar em não deixar Lucy de lado em meio à correria do dia a dia. E eles gostam de se sentir incluídos. Lucy larga qualquer coisa que estiver fazendo se escutar a mamãe chamando pra ajudar a varrer a casa, imagina só.
Nesses tempinhos, estamos trabalhando sua imaginação, sua auto estima, sua socialização (porque o que se aprende em casa se faz na rua), sua inteligência e mais um monte de outras coisas! E nós? Nós ganhamos só de estar perto deles. Aprendemos junto com eles, damos risadas, acumulamos histórias pra guardar e contar! As férias já já vão passar, e os transeuntes acreditem ou não, vamos sentir falta desses trequinhos no nosso pé durante o dia. Então tiremos o máximo de proveito enquanto podemos treiná-los para o melhor que a vida tem a oferecer: diversão!!

Beijinhos pessoal!

Michelle Vargas